Deputado estadual Val Ceasa é alvo de buscas em operação contra ligação de agentes públicos com o TCP

  • 18/06/2026
(Foto: Reprodução)
Deputado estadual Val Ceasa é alvo de buscas em operação contra ligação de agentes público O deputado estadual Val Ceasa (PRD) é um dos alvos, nesta quinta-feira (18), de uma operação da Polícia Civil do RJ e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) contra agentes públicos suspeitos de ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP), a 2ª maior facção do tráfico do RJ. Também sofreram buscas o ex-vereador do Rio de Janeiro Ulisses Marins (PSD) e um ex-assessor parlamentar. Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio. Um dos endereços é a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Segundo a força-tarefa, o trio interveio para tentar impedir a demolição do “resort” do chefão do TCP. A operação policial para pôr o imóvel abaixo chegou a ser adiada. Duas pessoas foram presas em flagrante. Na casa de Val Ceasa, agentes apreenderam R$ 166 mil em espécie. Cerca de R$ 150 mil foram encontrados em outros endereços dele. Procurado, Val do Ceasa afirmou à GloboNews que trabalha em prol das pessoas mais humildes e negou que tenha procurado batalhão para impedir a demolição de um "resort" do traficante Peixão. Um documento da Secretaria de Ordem Pública afirma que ele e o ex-vereador Ulisses Marins teriam se envolvido na tentativa de deixar o local intacto. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Val Ceasa e Ulisses Marins Reprodução Dinheiro apreendido na casa de Val Ceasa Divulgação/MPRJ Ação para salvar ‘resort’ A investigação começou na Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro (Ciaf) da Polícia Civil e foi remetida ao MPRJ. O procurador-geral de Justiça do estado, Antonio José Campos Moreira, pediu os mandados, e a Justiça deferiu as buscas desta quinta. A força-tarefa encontrou indícios de que esses agentes públicos procuraram a Polícia Militar para impedir a demolição de imóveis de luxo do TCP — um deles é o “resort” do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, chefão da facção. O espaço, batizado de “Resort Green”, ficava em uma área de preservação ambiental em Parada de Lucas, que compõe o Complexo de Israel, principal reduto do TCP. A propriedade tinha piscinas e até um lago para a criação de carpas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Polícia desmantela 'resort' usado por traficantes em Parada de Lucas Reprodução/ TV Globo Segundo o MPRJ, os investigados teriam usado a influência dos cargos para alegar que os imóveis seriam destinados à prestação de serviços sociais. No entanto, as apurações indicam que essa justificativa não correspondia à realidade. Os mandados foram autorizados pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e são cumpridos na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), na Ceasa e em outros endereços localizados na capital fluminense e no Espírito Santo. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop. Polícia chega a ‘resort’ de Peixão Val Ceasa se defende Pouco antes de chegar à Assembleia Legislativa do Rio, o deputado Val Ceasa afirmou que vem sofrendo perseguição política, e que se a investigação for séria, ele vai sair como "herói": "A população sabe quem é Val Ceasa, eu trabalho de domingo a domingo dando dignidade para a população", afirmou Val. O que dizem os envolvidos Nota da Alerj “A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) informa que acompanha a operação realizada nesta quinta-feira pelo Ministério Público. A Casa reforça seu compromisso com a transparência e coloca-se à disposição para prestar toda a colaboração necessária ao andamento das investigações. A Alerj reitera que atua com austeridade e compromisso com o povo fluminense.” Nota da Prefeitura do Rio “A Prefeitura do Rio informa que o ex-vereador Ulisses de Almeida Marins não integra os quadros de servidores municipais. Os atos publicados no dia 10 de novembro de 2025 foram tornados sem efeito no dia 17 de novembro de 2025 pois a Prefeitura do Rio possui, desde 2021, um setor na Secretaria de Integridade que analisou e reprovou a sua nomeação.”

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/06/18/operacao-do-mprj-suspeita-de-ligacao-com-faccao-criminosa.ghtml


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